Prefeita hoje em São Paulo leilão do aeroporto de Sinop

A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PR), está em São Paulo para acompanhar de perto o leilão do aeroporto de Sinop, que, se arrematado, deverá receber investimento de aproximadamente R$ 85 milhões nos próximos 30 anos, e liberar um fardo da prefeitura, que sofre para manter o terminal em condições mínimas de operação da única companhia que ainda opera na cidade.
Rosana explicou ao Só Notícias que viajou a convite do senador Wellington Fagundes, que é do seu partido, e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e admitiu certa expectativa com o que definiu como um “marco para o desenvolvimento de Sinop”. Ela disse que espera ter o que comemorar após o certame.
“Nós acreditamos que este grupo que possa ser o vencedor continue a investir muito forte no município de Sinop. O aeroporto é de suma importância, é uma porta de entrada de investidores, de desenvolvimento e também é para a qualidade do cidadão sinopense, que usa o aeroporto nas suas viagens”, declarou.
A prefeita ressaltou que o aeroporto, que é estadual, mas que tem administração municipalizada, recebeu investimentos de recursos do município oriundos do IPTU. Foram comprados de carros, feito reforma de cerca, da cabeceira da pista e reforma do terminal.
O aeroporto de Sinop é um dos quatro de Mato Grosso que integram o lote Centro Oeste e que, junto com os lotes do Sudeste e do Nordeste, vão a leilão hoje na bolsa de valores B3 em São Paulo. Além de Sinop, os terminais de Cuiabá, Rondonópolis e Alta Floresta estão no lote.
Especialistas apontam que a preferência, e a ampla concorrência, deverá ser pelo lote do Nordeste, que reúne os terminais de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB). Além do maior fluxo de passageiros, os terminais interessam pela maior proximidade com a Europa, o que pode atrair mais companhias que oferecem o destino a um custo menor.
Este lote deverá atrair a atenção de investidores internacionais e com maior poder de compra. De acordo como jornal Folha de S. Paulo, grupos estrangeiros que já operam no Brasil, como os alemães da Fraport, os suíços da Zurich e os franceses da Vinci devem concorrer.
Os blocos do Centro Oeste e do Sudeste, com Vitória (ES) e Macaé (RJ), também terão concorrência, mas, de acordo com as análises prévias, de grupos menores e com investimento nacional, a exemplo da CCR, que já administra o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG), e que fechou acordo de leniência com a força-tarefa da Lava Jato.
Embora os dois blocos não tenham os atrativos do Nordeste, os investidores enxergam possibilidades no potencial econômico das regiões, o Centro Oeste pelo agronegócio e o Sudeste pelo petróleo.
Só Notícias/Marco Stamm (foto: arquivo/assessoria)
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