Pai é indiciado por adulterar pistolas

Isabele foi morta com um disparo que entrou pela narina e saiu na nuca, na noite do dia 12, no banheiro do quarto da amiga, a adolescente de 14 anos, filha do empresário.

Finalizado e encaminhado à Justiça o primeiro, dos 3 inquéritos policiais relacionados ao homicídio da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, ocorrido no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. Nele o empresário Marcelo Martins Cestari, 46, foi indiciado pelos artigos 12, 14 e 16, parágrafo 1., inciso V, da Lei 10.826/2003. Responderá pela adulteração nas armas apreendidas na casa dele, na noite do homicídio. Uma delas, a pistola de onde saiu o disparo feito por uma das filhas dele, de 14 anos, que atingiu a cabeça de Isabele. Cestari responderá por ter permitido a filha adolescente ter acesso ao armamento. A pena é de 3 a 6 anos de reclusão. Outra infração é por manter sob sua guarda arma de uso restrito sem autorização ou em desacordo com determinação legal. A pena neste caso também varia de 3 a 6 anos de reclusão.
O inquérito corre em sigilo e foi finalizado e encaminhado à Justiça 18 dias após o crime. O flagrante da posse de arma de fogo, feito pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), horas após o crime, quando o empresário prestou depoimento e foi colocado em liberdade depois de pagar fiança de R$ 1 mil. No dia 15 de julho o flagrante foi remetido para a 2ª Delegacia de Polícia (DP), da Capital, que deu andamento ao inquérito.
Além dos laudos periciais realizados nas armas, depoimentos da adolescente e outras testemunhas que estavam na cena do crime foram anexados, informou o delegado Jefferson Dias Chaves, titular da 2ª DP. Os depoimentos foram compartilhados com as 2 delegacias especializadas que investigam o crime. A Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), que apura o homicídio de autoria da filha do empresário, atribuindo responsabilidade a ele também. Já a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança (Deddica), investiga a facilitação de acesso a armas de fogo dos menores que frequentavam a casa, incluído os 4 filhos. Chaves enfatiza a celeridade na conclusão do inquérito, composto de 2 volumes. O flagrante foi encaminhado remetido ao Fórum na quinta-feira (30).
Crime
Isabele foi morta com um disparo que entrou pela narina e saiu na nuca, na noite do dia 12, no banheiro do quarto da amiga, a adolescente de 14 anos, filha do empresário. A jovem alegou que o crime ocorreu após um disparo acidental, quando ela tentava guardar as 2 pistolas que caíram das caixas plásticas. As armas pertenciam ao pai do namorado dela, usadas em torneios de tiro esportivo. Tanto o empresário como os filhos todos praticam o esporte.
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Silvana Ribas/Gazeta Digital 
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