OMS volta a alertar jovens sobre riscos da covid; ‘Não são invencíveis’

“Os jovens não são invencíveis”, disse em tom de alerta Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), durante seu pronunciamento regular sobre a pandemia de covid-19 nesta quinta-feira (30), reforçando a mensagem já enviada por outros porta-vozes da organização de que o novo coronavírus se espalha mais rapidamente agora por conta das infecções entre parcelas da juventude.
O papel de jovens adultos na aceleração da pandemia tem sido a tônica das mensagens da organização na última semana. A OMS já reconheceu que novos surtos surgem em países que tinham a pandemia sob controle ou razoável controle, especialmente no Hemisfério Norte.
Os especialistas da OMS afirmaram que ainda há muito para se estudar sobre o impacto da covid-19 em pessoas mais jovens, mas que está comprovado que estas parcelas da população tendem a ser mais descuidadas e apresentarem comportamento de risco.
‘É preciso evitar toda e qualquer infecção’
Ao mesmo tempo, os dados de fato indicam uma mortalidade menor entre jovens, mas os especialistas chamaram a atenção para os efeitos de longo prazo da infecção pelo novo coronavírus.
Mike Ryan, diretor do programa de emergências da OMS, ressaltou que a convivência com problemas cardíacos e vasculares como sequelas da covid-19 representa riscos para toda a vida.
“É por isso que o foco tem de ser evitar toda e qualquer infecção e não apenas aquelas que podem levar à morte”, enfatizou Ryan.
Comportamento saudável x de risco
A OMS também já apontou que a alta no registro de casos estaria relacionada a comportamentos de risco adotados especialmente em um contexto de chegada do verão, que aumentaria a pressão social para atividades externas e também viagens de turismo.
A organização reconheceu o problema de lidar com mudanças radicais de hábitos e comportamentos, especialmente entre a juventude. Por isso, anunciou a criação de um grupo técnico formado por cientistas de diversas áreas, da psicologia à economia e a neurociência, para ajudar na tarefa de apoiar os países nas políticas de informação em saúde.
“Saúde envolve comportamento, e isso vale para a covid, mas também para doenças sexualmente transmissíveis , o tabaco e várias outras questões de saúde”, ressaltou o líder do grupo técnico de Ciências do Comportamento, Cass Sunstein, professor da Harvard Law School e especialista em Economia Comportamental.
“Hábitos são persistentes, mas sabemos também que hábitos podem ser modificados e salvar vidas.”
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