Casos de estupro com requintes de crueldade e sadismo têm aumentado em Sorriso, diz juiz

Mãe e pai adotivos foram presos, nesta tarde, suspeitos de estuprar a filha adotiva por 8 anos

Os casos de estupro têm crescido em Sorriso e região, segundo o juiz Anderson Candiotto. Para piorar tem sido comum os registros desse tipo de crime com requintes de crueldade e sadismo –  que é a perversão caracterizada pela obtenção de prazer sexual com a humilhação ou sofrimento físico de outra pessoa.
Nesta tarde, pai e mãe adotivos de uma garota, atualmente com 14 anos, foram detidos suspeitos de estupro. Segundo as investigações, os pais adotivos obrigavam a filha a participar de relação sexual com eles desde os 6 anos de idade. De acordo com as informações levantadas, há 20 anos, o suspeito também estuprou o próprio irmão, que à época ainda era criança.
“Esse é mais um caso grotesco, bárbaro e repugnante contra vulnerável. Este tipo de crime, na nossa comarca, tem aumentado de forma assustadora. Cada vez mais esses crimes são com requintes de crueldade e sadismo”, contou o juiz Candiotto.
Conforme o magistrado, é de suma importância que parentes, professores e amigos fiquem de olho no comportamento das crianças e dos adolescentes. “Quando submetida a violência, principalmente a sexual, a criança costuma ficar mais retraída, perde rendimento escolar, fica mais agressiva e geralmente muda o comportamento quando passa a ter maior desconfiança de contato com adultos que representam perigo, cometem auto-mutilação, como cortar pulsos, porque exterioriza no sofrimento físico a substituição da dor emocional e tudo isso são sinais que é preciso que a sociedade fique atenta para denunciar”.
Provas
Segundo o juiz, há provas que vão além do depoimento pessoal da vítima, como mídias digitais, que demonstram que ela foi submetida e exploração sexual por vários anos e sofreu as mais variadas formas de abuso sexual.
Segundo informações, após a menina sair do convívio do casal, o suspeito chamou para próximo do casal outros parentes com crianças, de 6 a 12 anos.
A promotora de justiça de Sorriso Maysa Fidélis frisou que o Ministério Público está à disposição para todas as denúncias e irá combater com muito rigor esse tipo de conduta. “Todas as denuncias são registradas e repassadas ao MP para ser investigada”, enfatizou.

 

Texto: Redação Portal Sorriso
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