Aluno é acusado de estar com arma na mochila e fazer ameaça em rede social

Mais um caso de ameaça dentro de unidade escolar foi registrado na Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (Dea), em Cuiabá. Desta vez o alvo seria o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), situado no Centro, onde um aluno do 1°ano estaria armado dentro da escola.
Diretor do IFMT, Cristovão Albano, confirmou o caso e que soube da ameaça já no fim da tarde de quarta-feira (17). Publicação realizada através de redes sociais dizia a seguinte frase: “Por que tirar 10 na prova, se você pode tirar um 38 da mochila – anônimo 17/04/2019 campus octayde (sic)”.
A denúncia chegou até os professores através dos próprios estudantes. Porém nenhuma arma foi vista. “Quero crer que isso não proceda. Ninguém viu essa arma, então pode ser que seja mais o pânico de toda a situação que a gente tem vivido desde Suzano”, pontuou.
O responsável pela publicação e a família não foram localizadas, segundo a diretoria. “Eu não consegui conversar sequer com esse aluno, ele não veio a escola hoje. Nós tentamos entrar em contato com a família, mas não conseguimos”, afirmou Albano. Apesar da comoção gerada em grupos de aplicativos de mensagens, as aulas foram mantidas normalmente e deve seguir o calendário escolar sem alterações.
Albano adiantou que um processo disciplinar foi aberto na instituição para apurar a conduta do estudante. Somente após a investigação é que será tomada a providência necessária caso seja identificada alguma infração, podendo resultar na expulsão do aluno.
Pânico se alastra entre pais e alunos desde a tragédia registrada na escola de Suzano (SP), no mês março, onde dois ex-alunos executaram 8 pessoas e depois se mataram. Em Mato Grosso, a Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Civil (PJC), investiga diversos grupos criados que falam de ataques em escolas.
Este é o 3° caso que veio à tona essa semana, sendo que dois inquéritos já foram abertos para apurar as ameaças de massacre contra escolas. O primeiro caso foi no Colégio Coração de Jesus, no Centro, e o 2°na Escola Estadual José de Mesquita, localizada no bairro do Porto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valquiria Castil/Gazeta Digital 

 

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